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Histórico:
O século XIX foi marcado imigrações da Europa para América e foi este movimento que motivou ao patriarca Francesco Bellinaso juntamente com três, de seus quatro filhos, imigrar para o Brasil no final do ano de 1887.
Imigração: A decisão de imigrar deve-se ao fato de que a vida no Norte da Itália, na região de Veneto, Província de Vicenza, município de Molvena, próximo a Maróstica na pequena localidade de Pianezze São Lorenzo, onde residiam, a situação estava muito difícil para pequenos agricultores sobreviverem, devido a pequena área de terra que possuíam, já cansada pelo uso intenso a longo tempo. Era necessário tomar uma decisão para buscar a sobrevivência da família, bem como tantos outros também fizeram naquela ocasião dando início a imigração da família "Bellinaso".
Patriarca
Casaram-se e tiveram 04 filhos todos nascidos na Itália, dos quais três imigraram para o Brasil em 1887, juntamente com Francesco, que nesta época já era viúvo.
Filhos:
João Batista Bellinaso na época já casado com Teresa Meneguatti ficou morando na casa paterna na Itália, onde tiveram 07 filhos, mais tarde em 1923, seus filhos Cristóforo Bellinaso e Antonio Bellinaso imigraram também, deixando para depois as famílias que mais tarde, em 1924 também imigraram. Em Janeiro de 1926 foi a vez do próprio João Batista vir para o Brasil
Viagem: Maróstica a Vicença ( Carroça) / Vicença a Genova (Trem)
Partindo de Genova em 27/11/1887, no navio "Pó" e após 40 dias de viagem, os imigrantes avistaram a bela paisagem da Baia de Guanabara com sua montanhas verdejantes: Eram o Pão de Açúcar e o Corcovado (Rio de Janeiro-Brasil).
Brasil Em 03 de janeiro de 1888 o navio "Pó" atracou na Ilha das Flores como era costume da época, todos os Imigrantes tiveram alguns dias de descanso no Rio de Janeiro em pavilhões destinados aos mesmos, em quanto se realizava-se a manutenção do navio para seguir viagem ao Sul do Brasil até o Pôrto de Rio Grande na Província do Rio Grande do Sul, quando então ocorreu a transferência para uma embarcação menor, que através da Lagoa dos Patos foram transportados até a cidade de Pôrto Alegre - RS, que na época possuia entorno de 60.000 habitantes.
Rio Grande do Sul Após a chegada dos Imigrantes em Porto Alegre a comitiva foi encaminhada para Silveira Martins, Quarta Colônia, no Centro do Estado, pelas autoridades da Província. Vieram até Taquari em uma pequena embarcação a vapor, onde tomaram o trem até a Estação Colônia (Camobi), onde o cunhado Bernardo Carlesso já aguardava sua chegada, e daí para Val de Buia (Silveira Martins) de carroça, até a residência do cunhado Bernardo Carlesso, que chegou no Brasil alguns anos antes. Nessa ocasião recebeu os Bellinaso com muita festa. A chegada já era esperada, pois os cunhados Bellinaso e Carlesso se correspondiam com freqüência.
Silveira Martins Bernardo Carlesso já tinha em vista algumas colocações na região. O filho mais novo de nosso patriarca, Giovanni Bellinaso ainda solteiro adquiriu sua colônia de terras ( 25 ha) em Val de Cera (Arroio Lobato), em quanto os outros instalaram-se nas proximidades.
Retorno a Itália Depois de ver os filhos colocados em terras férteis, nosso patriarca começou a sentir saudades da pátria distante (Itália), pois lá tinha deixado sua esposa, já falecida, antes de sua partida para o Brasil. Em 1890, resolveu retornar a sua terra natal .Foi acompanhado de seu filho Giovanni, que permaneceu na Itália até a morte de seu pai, nosso patriarca Francesco Bellinaso ocorrida por volta de 1891. Em 1892, Giovanni retorna ao Brasil, assumindo suas terras, onde mais tarde casou-se com Colômba Stangherlin.. O casal teve onze filhos, sendo que o casula chamava-se Hilário, que em 12/10/1938 casou-se com Regina Emília Monfardini, meus queridos pais, dos quais eu me orgulho muito por ter sido um de seus filhos, pelos exemplos e ensinamentos preciosos que deles eu herdei.
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Helio João Bellinaso
Resp. pela Página.